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O Berço do Atlântico: A Primeira Defesa do Porto Santo.


Muitas vezes, quando se fala do arquipélago, a Madeira acaba por chamar a si rodas as atenções. Mas a verdade histórica é justa e diz-nos o contrário: Porto Santo foi a primeira ilha a ser descoberta pelos navegadores portugueses, a mando do Infante D . Henrique, sob o reinado de D. João I. Corria o ano de 1418 quando Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, empurrados por uma tempestade implacável, encontraram naquela praia um porto seguro. Batizaram -na de "Porto Santo" em sinal de gratidão divina pela salvação. A Madeira só seria avistada no ano seguinte. Porto Santo foi, por isso,a primeira -génita de toda a Epopeia dos Descobrimentos e a primeira a ser governada, entregue ao capitão - donatário Bartolomeu Perestrelo em 1446. No entanto, ser a primeira ilha no meio do Atlântico trazia um preço pesado: Bartolomeu é fascinante pelo desafio gigante que ele enfrentou. Quando o Infante D. Henrique lhe confiou a ilha, ele recebeu uma terra completamente selvagem. O início do povoamento teve episódios quase inacreditáveis. O mais famoso --- que quase deitou tudo a perder --- foi a famosa praga dos coelhos. Conta -se que Perestrelo levou uma coelha grávida na viagem. Ao ser libertada na ilha, onde não havia predadores naturais, a descendência multiplicou -se a velocidade tão avassaladora que os coelhos devoraram quase toda a vegetação e as primeiras plantações dos colonos. Mesmo com esse revés terrível que forçou muitos a vacilar, Perestrelo persistiu, organizou a agricultura, introduziu o gado e lançou as bases da comunidade que hoje conhecemos. O capitão -  Donatário, Bartolomeu Perestrelo, governou o Porto Santo até ao ano de sua morte, que os historiadores apontam ter ocorrido por volta de 1457 ou 1458.



O Trauma de 1566: Uma  Ilha Desarmada.

Por ter uma geografia mais baixa, praias abertas e fáceis para desembarques, e por estar isolada, Porto Santo tornou-se o alvo perfeito para pirataria. A ilha 🏝️ encontrava-se tragicamente " desguarnecida de meios, tanto de defesa como de ofensa"  Não havia um exército, não havia grandes muralhas, nem armas modernas. O momento mais dramático desta fragilidade viveu -se em outubro de 1566. Antes sequer de atacarem a Madeira, os corsários franceses caíram sobre o Porto Santo com uma violência bárbara. Sem defesas na praia, os habitantes viram-se obrigados a fugir para o interior, usando o Pico do Castelo.

 Como um refúgio improvisado defendendo-se  como podiam. O  saque  foi devastador e serviu de aviso urgente para a Coroa 👑 portuguesa. Abrandar a vigilância significativa perder a ilha.
A Reação e o Nascimento  das Ordenanças.
A resposta ao massacre de 1566 teve  de ser imediata. Ainda nesse ano, decretou -se uma medida revolucionária para a época: toda a gente da ilha e dos seus lugares foi obrigada a ter armas em seu nome. O camponês,o pastor e o artesão passavam a ter o dever de guardar um pique, uma espada ou um mosquete em casa . 







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