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A NOSSA ORIGEM

A  população de Porto Santo provém de várias origens éticas,não só pelas misturas de raças que  constituíram antropologicamente os povos peninsulares como também por cruzamentos feitos em Porto Santo com raças distintas.mouros,áricos,semitas,sangue celta germano e outros mais,Os primeiros povoadores ,de clara estirpe genealógica, propagaram-se na sua maior parte em linha recta através de todas as gerações durante cinco séculos,,subsistindo ainda por varonia grande parte dos troncos primitivos,A infiltração de mouros,negros e estrangeiros,nestas duas ilhas produziu cruzamentos,e originou tipos diferentes mas estes por serem em nº pequeno foram  abafados  pelo predomínio de sangue luso.aqui vou colocar imagens de onde vêm a nossa origem.Os  tipos de raça dominante foi a Portuguesa.Onde a população de Porto Santo conserva mais puros os traços étnicos que os da Madeira .O povoamento de Porto Santo fez-se inicialmente por gente nobre e fidalguia,povo Algravio e poucos escravos,apesar de dizimada,por piratas,argelinos,existem ainda descendentes dos primeiros povoadores,entre outros Bartolomeu Perestrelo, o primeiro Donatário pois mais de dois terços da população de Porto Santo é de origem fidalga.Sempre achei impossível a minha Ilha não ter a sua Historia,onde foi uma das primeiras a ser conquistada.A divisão de Terras foi 1500,a 1540 por Perestrelo dai apareceu varias famílias entre as quais a família Calaça com que quase todas as outras famílias se entrelaçaram .
Semitas

Celtas
Tipo pouco  vulgar mas comum a todas as povoações urbanas.A população desta Ilha conserva mais puros os seus traços éticos que os da Madeira.Estabeleceram-se,pois,ali,além dos Perestrelos,os Ferreiras,os Ares,Alvarengas,Arrudas,Baiões,Nunes,Peixotos,Pereiras,Pinas,Rabaçais,Ruas,Travassos, Pestanas,Brito,Caiados,Mendes,Noias e um ramo de Vasconcelos e outros.De algumas destas famílias ainda  existem varonias. Outras extinguiram-se.O habitante de Porto Santo é de estatura regular,tez morena,queimado do sol,rosto comprido,olhos castanhos-escuros,cabelo negro,corrido,dentes amarelecidos ,pelo efeito de muito cálcio existente na água de Porto Santo.
Entre esta população aparecem indivíduos de pura raça marroquina,transmitida sem quebra de varonia.Não é para estranhar este fenómeno se atendermos a que mais de uma vez foram raptadas mulheres de Porto Santo pelos piratas argelinos,tanto casadas como solteiras,às dezenas levadas para Marrocos donde só voltavam depois de grávidas trazidas pelos próprios raptores com o fim declarado de propagarem a sua raça na Ilha de Porto Santo.
Defronte do Ilhéu das Cenouras,existe uma caverna conhecida pelo nome de Furna dos Amasiados onde se escondia a população do Porto Santo para escapar aos assaltos dos mouros.Alguns dos refugiados ali soterrados por um desmoronamento .Ainda  lá existem ,cavadas na rocha, bacias que foram utilizadas em serviços domésticos como abluções  e até em recipientes de comida.
Em idênticas emergências serviu para o mesmo fim a Furna da Andresa,no sitio da Serra de Dentro.
A minha Mãe já falecida Carolina da Silva Drumond
Um dos tipos mais característicos e flagrantes é o que sobressai nas mulheres de perfil vertical,face oval,boca contraída  de rasgo direito,fronte tão alta como larga e saliente a cavalete sobre o nariz  e este bem definido em relação à fronte.
Meu irmão já falecido João Augusto Drumond Faustino
Outro tipo que se revela nos homens de cor excessivamente morena tendente para negra nas partes descobertas,face oval,linha maxilar e um pouco reentrante ,cabelos e olhos escuros,nariz estrito,dentes bem dispostos,músculos fortes sob volume pouco apreciável.
E  também outros com o tipo moreno,de cabelo escuro corrido e de olhos azuis.

Trajos de Porto Santo

Porto Santo-----O trajo popular da nossa Ilha ,segundo testemunhos contemporâneos e reproduções de estampas coloridas,foi semelhante nalgumas peças ao da Madeira.Uma diferença,porém,o distinguiu sempre do madeirense ao procurar confundir-se com o das classes superiores pela origem ou pela prosápia fidalga da maior parte dos seus habitantes.O predomínio da ascendência fidalga sobrepôs-se de tal modo ao costume do servo de gleba e ao do escravo,e repercutiu-se pelos séculos fora tão arraigadamente que,hoje,o mais pobre aldeão,embora lhe faltem botas,não deixa de vestir casaco,pôr gravata e chapéu como usa o fidalgo ou seu senhor;não arregaça mangas nem se descalça geralmente para trabalhar;usavam bigode que era distintivo de linhagem.Todavia passou por ali também a bota de cano seiscentista e o clássico chapéu braguês à alentejana,o que ainda hoje mais resiste a todas as modificações do trajo regional da nossa Ilha.

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