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EMBARCAÇÕES FEITAS POR HOMENS INTELEGENTES


as primeiras construções de barcos pequenos começou em Porto Santo.
Esses barcos , apesar de sua linha de construção não obedeceu a nenhum plano técnico além de serem construídos por analfabetos,são considerados superiores a todos os do seu género  por qualidades de resistência e de  mar chão e vento fresco , lançados à bolina, atingem a velocidade de dez milhas sem motor . Falando do que diz em cima , analfabetos , à uma frase assim.
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e deixaram de ler.
A linha de cada barco obedece às condições do respetivo  varadouro. Assim há alguns arqueados e
levantados de proa por ter mais decline no calhau onde varavam . Todos tinham costões  para equilibra-se em terra e estabilizar-se no mar.


O formato destas embarcações , segundo desenhos e pinturas de várias épocas , não sofreu alteração sensível , a não ser o da canoa cuja popa é cortada e privada de capelos . Esta embarcações  , em geral só dum par de remos ou dum  remar , quando muito pequena , se chamava de cabrito; o tipo superior
à canoa tem o nome de lancha e utiliza de dois a quatro remos , seguindo-se -lhe o lanchão e a barcaça . A cabrita emprega-se no tráfico de bombo-te; a canoa neste e no da indústria de pesca costeira ; a lancha de quatro remos no carreto de passageiros e mercadorias para os portos da costa de leste , entre Funchal e Machico e os da costa de oeste entre o Funchal e o Porto Moniz;

Uma das características especial que distinguia estes os carreiros  do Porto Santo das demais embarcações do arquipélago , e tinha origem nas embarcações dos anos quatrocentos ,mantinha-se toda a pureza histórica :o cargo de escrivão , responsável da carga , fiel de contas e cobrador dos crédito , o marítimo cujo o aparelho principal era o lápis entre as mãos . Não é de esquecer também a sua caixa de madeira com 50 x 80 cm e com 40 cm de altura era o cofre privativo de cada barqueiro , o seu guarda -joias e correio de encomendas e recados.

A todos os Barcos de Porto Santo se adaptavam uma duas velas .A vela os traquete ,em forma triangular troncada em diagonal,sendo içada por um cabo de suspensão preso a um terço da verga que a desfraldar . O velame destes barcos revolucionou das caravelas através do caíque Algarvio para o do barco poveiro.
Onde mais tarde se tornaram ,os grandes Barcos de Carreira entre Porto Santo  Madeira.
Com transporte de gado , e cal.
Foram estes os Primeiros Barcos que faziam a ligação entre a Madeira e Porto Santo , no braço do mar vulgarmente conhecido pelo nome de Travessa , é onde se faz sentir a Corrente do Golfo ,agitando frequentemente aquela passagem de navegação obrigatória .Este braço de mar tornou-se lendário  pelo terror que inspirava ao povo madeirense obrigado a atravessar em pequenas embarcações a vapor ou à vela , em demanda de serviços de carga e passageiros para aquela Ilha.

Onde ainda hoje mesmo com Barcos maiores se torna difícil  a travessia . Mas os Barcos antigos faziam sempre suas viagens , só mesmo com o mau tempo mesmo difícil é que ficavam na outra ilha que era a Madeira , hoje este é o tripulo e foge até ao pequeno mau tempo.


O mar de hoje já não guarda o mesmo eco. Houve um tempo em que o horizonte era desenhado por mastros de pinho e cascos que guardavam o cheiro de maresia impregnado na madeira. Os portos eram florestas de árvores que aprenderam a flutuar. Havia o bater rítmico, quase cardíaco, dos motores das velhas lanchas de pesca voltando da faina,o ranger das tábuas curvas que sabiam ler as ondas como ninguém, e o pano cru das velas que se desfraldava contra o céu cinzento da manhã. Cada barco tinha uma alma entalhada a mão, batizada com o nome de uma santa, de uma filha ou de uma promessa. Hoje no século XXI, esse mundo de sal e madeira silenciou -se. Os velhos estaleiros viraram os postais de turismo. Os barcos de madeira, cansados de lutar contra o tempo, apodreceram mansamente na areia ou foram recolhidos à memória dos museus. Em seu lugar ,reinam o plástico, a fibra de vidro e o metal cinzento ----frios, eficientes, idênticos. As lanchas de pesca que outrora coloriam a Costa com a sua fragilidade corajosa desapareceram, substituídas por traineiras modernas de tecnologia precisa,onde o peixe é detetado por ecrãs e não pelo faro do mestre. O mar continua lá, imenso e indiferente, mas perdeu a sua poesia mais tátil. Já não se ouve o cantar da madeira ajustar -se à vaga, nem o cheiro a alcatrão e a linha de algodão a secar ao sol. O progresso trouxe a segurança e a pressa, mas levou consigo o romantismo daqueles que desafiavam o oceano a bordo de uma árvore esculpida. O que resta são apenas as histórias de um tempo em que os barcos, tal como os homens que os tripulavam , tinham  cicatrizes, tinham idade e tinham coração ❤️ 
 







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