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domingo, 30 de novembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

boca fechada

Poema à boca fechada


Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago

sábado, 15 de novembro de 2014

Dois

Dois terços do Mundo  era Português onde a minha Ilha Porto Santo arquipélago Madeira foi a primeira a ser descoberta,onde anda hoje esses dois terços .Quase digo quase porque devemos estar pior e eu não vejo, vivemos de esmolas e de glutões e dizem o passado já foi.Que lhes dará o presente?

domingo, 9 de novembro de 2014

grão

De grão ,a grão te conheço
como a palma da minha mão,
quando me lembro estremeço.
Por não te pisar o chão.
**
Por não te pisar o chão
pois estou longe,e ausente
ausente por obrigação
mas estás no coração.
Como se estivesses presente.
***
Como se estivesse presente
ninguém diga algo de ti,
que abrirei minhas garras.
E responderei por ti.
felizarda.d.f.