Falar da minha Terra Natal Por favor deixe seus comentários

terça-feira, 31 de março de 2015

tantos anos

Tantos anos já passaram!
estamos a chegar ao fim,
muitos deles recordados,
outros a passar por mim.
Outros a passar por mim.
pois passam,muito depressa,
ainda quero aproveitar.
Fazer o que dá na cabeça.
fazer o que dá na cabeça,
ter loucura de Paixão,
aproveitar o amor.
E nunca dizer que não.

tapetes de flores.

Estes são lindos tapetes!
feitos de lindas flores,
são colocados no chão.
Para passar o andor.
Para passar o andor,
da Senhora da Piedade,
que sai da igreja Matriz.
No centro de sua Cidade.
No centro de sua Cidade,
são verde e cor de rosa,
uns compridos,outros não.
Pois são feitos de coração
felizarda.
Estes tapetes de flores,são feitos todos os Anos,na saída da procissão  de Nossa Senhora da Piedade,que sai da Igreja Matriz.


Saída da Nossa Senhora da Piedade da Igreja Matriz.

procissão da Senhora da Piedade.
Onde passa em várias Ruas da Cidade Baleira.




segunda-feira, 30 de março de 2015

O Caís de Porto Santo.

No Porto Santo O principal porto,a Sul  da hoje Cidade Baleira,é formado por uma extensa baía com bons fundos de areia e uma zona de cerca de 1.500 m entre as profundidades de 20 a 50 m.É desabrigado dos ventos rijos de Sul e de Leste. Antigamente as embarcações de alto bordo ancoravam longe da terra,no enfiamento da ponta do cais com a torre
da igreja matriz em fundos de 25 a 35 m.Quando o vento sul os impedia o serviço naquele porto,utilizava-se o desembarcadouro da Serra de Fora,ou no Porto dos Frades,a Leste;se o impedisse o tempo Leste,era forçado ir para o Porto das Morenas e fazer o desembarque na Calheta,na extremidade da praia.A norte dos Picos do Castelo e do Facho existia também um desembarcadouro,o do Pedregal,a que se recorria sempre que o tempo SUL impossibilitava o trafego marítimo na hoje Cidade Baleira.Hoje este Caís está com falta de obras e não é muito pouco,o porque de não restaurar. esta grande obra.

O Tempo

Tempo
Tempo — definição da angústia.
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia. 
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escrevo.
Fica apenas a tua negra sombra:
— O passado,
Amargura maior, fotografada.
Tempo...
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!
Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia!
Miguel Torga

domingo, 29 de março de 2015

O Pirrixil

há muitos anos atrás se usava na nossa Ilha o perrixil cozido para acompanhamento de peixe,era o único alimento de que se servia o povo em Quinta -Feira de Endoenças e na Sexta-Feira de Paixão,fazendo jejum nesses dias em memória de Cristo.Por penitência ou não,se colhe ainda todos os anos ali,na Semana Santa,perrixil para uso doméstico,fresco ou de escabeche.Os moluscos denominados caramujos e lapas são geralmente molhados do perrixil.Hoje continua como tradição na Ilha.


Ainda hoje  se come com lapas



porto santo ,minha terra

Porto Santo é minha Terra!
Eu não posso negar,
toda a gente me conhece.
Pelo modo de falar.
II
Minha terra,minha terra
Ela lá e eu aqui,
os anjos dos céus me levem.
Para a terra onde nasci.
III
Para terra onde nasci,
a terra que tenho saudade,
minha terra da minha alma.
Podes crer que é verdade.
felizarda.

Domingo de Ramos

Bom dia amigos,hoje Domingo de Ramos uma festa móvel Cristã,celebrada antes do Domingo de Páscoa.É a festa em que Jesus entra triunfante em Jerusalém.Me recordo quando era pequena que em Porto Santo muitas pessoas compravam palitos dias antes de ir há missa para nesse dia assinalar esse dia e se não me engano havia procissão a seguir há missa.Quem não tinha dinheiro para comprar levava um simples ramo.Vos desejo um bom Domingo.

terça-feira, 24 de março de 2015

Datas Históricas

Datas Históricas,1955(31 de Maio--Visita do Presidente da República portuguesa,General Francisco Higino Craveiro Lopes,ao arquipélago,onde se demorou até 2 de Junho,percorrendo todos os Concelhos do Distrito.E no Porto Santo esteve apenas duas horas,e ali lançou a primeira pedra para um monumento ao Infante D.Henrique.
Foi o primeiro Chefe de Estado português a visitar a nossa Ilha,padrão das Descobertas.Acompanhou-o o Ministro do Ultramar,Sarmento Rodrigues,e veio esperá-lo ao Funchal o Ministro do Interior Dr.Trigo de Negreiros.O General Craveiro Lopes recebeu nas duas Ihas vivas entusiásticas homenagens de caráter oficial e particular.Mas só duas horas em Porto Santo,foi só desembarque e colocação da pedra.O que mais tarde foi construído no belo monumento,
formado por uma seção quadrangular e imponente onde, em cada um dos lados se encontram relevos alusivos aos descobrimentos da época do Infante D. Henrique.
Inaugurado a 28 de Agosto de 1960, o Monumento aos Descobrimentos, obra de António Aragão, fica situado na Alameda do Infante.O que por falta de saber sua História os habitantes o batizaram pelo pau de sabão,por falta de nem digo.

Monumento


sexta-feira, 20 de março de 2015

Painel

Nem sei a conta de vezes que olhei esse painel,e pensava que amor tão grande teve a pessoa de o planear. Ele significa,imensas coisas,como amor,de mãe o sofrimento dessa igreja que foi queimada,e despojada com violência,e hoje a Igreja Matriz de Porto Santo se honra de o mostrar.O amor não está só nas pessoas,mas também nas coisas que elas realizam.Ele é lindo e fora do vulgar,pois não sei se haverá outro igual.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Continuando,a falar

Ainda continuando a falar da Hidráulica de Porto Santo,A Geral do Distrito ,arrendada à Casa Leacock em 1936 ,que logo canalizou para o Campo de Baixo e fez logo exploração e sua venda ao público no sítio da Língua de vaca,durante alguns anos,todas carregadas de sais.No lado Norte há a Fonte da Negra,cujas águas eram de sabor ferruginoso.Outras nascentes de fluxo igualmente aproveitável e água doce,embora de caudal diminuto,são as da Fonte Doce,no Ribeiro das voltas,e da Fonte das Enguias na Serra se Fora.Hoje a Serra Fora muito mais moderna.Mas a mina existe .

Continuando a falar do Hidráulica

A maior parte destas águas,pronunciadamente salobras,foram exploradas em 1854 com dinheiro facilitado pelo Estado aos respectivos proprietários,proveniente de socorros estrangeiros e emprestado pelo Governo Civil do Funchal,abrindo-se oito poços nessa data.Eram elas antigamente elevadas à superfície por meio de noras,semelhantes às do Algarve,de origem árabe de tração animal e sistema de alcatruzes, existentes até há cerca de sessenta anos.

HIDRÁULICA DE PORTO SANTO



Vou mas é falar um pouquinho Da Hidráulica do Porto Santo e deixar passar essa da taxa,pelo que vejo por lá querem mesmo ir ao fundo.
HIDRÁULICA DO PORTO SANTO-----A irrigação desta Ilha,embora de sistema semelhante à da Madeira,apresentava no entanto características especias devido a uma escassez de água,à origem dos mananciais e à natureza do solo.A região baixa,
à beira-mar,era regada em geral com água de poços subterrâneos ou cisternas abertas dentro dos próprios terrenos que regavam,tendo 5 a 10 metros de profundidade e diâmetro varável entre 80 cm,a 5 m.

quarta-feira, 11 de março de 2015

posturas

As Posturas Municipais de 1791,confirmando a proibição dos tecidos anteriores,acrescentaram mais as cassas e toda a qualidade de rendas,só permitindo seda lisa,preta,para mantos e toda a qualidade de cabaias,vestuário de mangas largas.Em consequência de tais medidas passou-se a trabalhar o linho e a tecê-lo no Porto Santo,desde 1780 para a fabricação dos panos populares da Madeira. Em 1827,trajava-se ainda a indumentária de panos coloridos e corte do vestuário madeirense,como dá testemunho a estampa daquela data atrás referida.Sendo assim a nossa Ilha produzia alguma coisa,dizem não dar nada .

mais tarde

Mais tarde Impôs a Rainha D. Maria I,como de economia um vestuário fabricado de produtos insulares,e com o fim de combater o luxo demasiado e a prosápia invencível de fidalguia de que se ufanavam os habitantes em geral,prejudicando a vida e a economia do Porto Santo.Por isso o Município pôs em vigor estas Posturas,a partir de 1780,

vestidos.

A mulher pôs carapuça; trajou saia listrada ;usou vestido rodado com mais de três metros de pano e sobreposto a três saias,colorido de preferência a cores mortas ou escuras,por influência da gravidade do vestuário fidalgo e da monotonia da paisagem.Mas a saia listrada e outras peças de vestuário colorido não enraizaram na Ilha,nem deixaram nela reminiscências sequer dos hábitos tradicionais da Madeira,porque não as adotou a portosantense por gosto próprio nem por costume local.História linda da minha Ilha,mas como dizem ter só praia,pequenos grãos de areia lindos.Ainda hoje a mulher de Porto Santo,faz a diferença.


Trajos de Porto Santo

Porto Santo-----O trajo popular da nossa Ilha ,segundo testemunhos contemporâneos e reproduções de estampas coloridas,foi semelhante nalgumas peças ao da Madeira.Uma diferença,porém,o distinguiu sempre do madeirense ao procurar confundir-se com o das classes superiores pela origem ou pela prosápia fidalga da maior parte dos seus habitantes.O predomínio da ascendência fidalga sobrepôs-se de tal modo ao costume do servo de gleba e ao do escravo,e repercutiu-se pelos séculos fora tão arraigadamente que,hoje,o mais pobre aldeão,embora lhe faltem botas,não deixa de vestir casaco,pôr gravata e chapéu como usa o fidalgo ou seu senhor;não arregaça mangas nem se descalça geralmente para trabalhar;usavam bigode que era distintivo de linhagem.Todavia passou por ali também a bota de cano seiscentista e o clássico chapéu braguês à alentejana,o que ainda hoje mais resiste a todas as modificações do trajo regional da nossa Ilha.
Passados anos,afrouxando o rigor legal ou desleixando-se do seu cumprimento as autoridades da Ilha,o povo abandonou o trajar colorido e retomou o antigo costume de vestir-se ao figurino de seus antepassados e presunções fidalgas.Atualmente a indumentária apresenta-se modificada segundo o talhe e colorido europeus.O homem,em dias de trabalho,com chapéu berbere de palha de palma entrançada,debruado de preto,veste casaco e calças de cotim amarelo-torrado ou só calças de pano e camisa branca de corte moderno.